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Matérias Exclusivas Portal Logweb 21 de fevereiro de 2022

Scania mantém otimismo moderado para 2022

Scania R 500 6x2 rear-steer Highline wood chip transport with drawbar trailer Södertälje, Sweden Photo: Dan Boman 2016 *** Local Caption *** R500B6x2*4NA Fiction blue

No ano em que completará 65 anos de Brasil (2 de julho), a Scania  apresenta otimismo moderado nos mercados em que atua.

Se, no ano passado teve início o novo ciclo de investimentos no Brasil, de R$ 1,4 bilhão até 2024, 2022 vai marcar um dos períodos mais importantes da marca no país. “Um dos presentes de aniversário de 65 anos é que o Brasil acaba de se tornar uma região independente dentro da estrutura comercial global da Scania. Ou seja, passamos a responder diretamente para a Suécia separadamente da América Latina. Teremos muito mais responsabilidades, o que nos motiva demais nesta gestão”, afirma Fábio Souza, novo vice-presidente e diretor-geral das Operações Comerciais da Scania no Brasil, que substituiu Roberto Barral, transferido para liderar a Scania na Europa meridional. “O meu principal desafio é continuar conduzindo a marca na liderança da transição para um setor de transporte mais sustentável e levando ótimos resultados aos clientes.”

Quanto ao mercado brasileiro em si, segundo projeções da montadora – que acompanham a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), que prevê crescimento de 10% no mercado total (incluindo caminhões e ônibus), de até 9% só nos caminhões e de 20% para os ônibus –, para os caminhões pesados, o agronegócio continuará como principal impulsionador da demanda. O setor de ônibus, em especial os rodoviários, permanece em recuperação após a pandemia.

Nos motores há tendência de alta para o segmento industrial e de manter o mesmo patamar de 2021 nos propulsores de geração de energia, com aumento da procura por soluções a gás. Já em Serviços, um novo ano recorde nas vendas dos programas de manutenção Scania (PMS) e alta de 30% nos veículos conectados (70 mil). Nos Serviços Financeiros, o Scania Banco deverá representar metade das vendas da fabricante em 2022.

A evolução da agenda da sustentabilidade no setor de transportes segue em foco para a marca, que superou os 600 caminhões a gás comercializados, e acaba de anunciar a venda dos primeiros veículos movidos 100% a GNL (gás natural liquefeito) da história do Brasil para a Morada Logística (veja mais nesta matéria).

Desafios

A Scania terá grandes desafios em 2022. O principal deles será sedimentar o terreno para a chegada das linhas de caminhões e ônibus com tecnologia para atender aos requisitos da fase P8 do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve), ou Euro 6, a partir de 1.º de janeiro de 2023.

O mercado de caminhões ainda enfrentará alguns reflexos da pandemia, é ano de Eleições, a cadeia de fornecedores busca alternativas para se normalizar globalmente e haverá a preparação à P8, além de enfrentarmos picos de inflação mundial. “Um cenário de grandes desafios, mas de oportunidades e surpresas para os clientes, que terão total apoio da rede de concessionárias e das soluções financeiras do Scania Banco e do Consórcio”, diz, por sua vez, Silvio Munhoz, diretor de Vendas de Soluções da Scania no Brasil.

Silvio Munhoz - Diretor de Vendas de Soluções da Scania Brasil_2

Munhoz, diretor de Vendas de Soluções da Scania no Brasil: “Em dois anos, mais ou menos, deveremos ter a liberação dos caminhões elétricos de médio porte. Os de maior porte devem demorar ainda um pouco mais”

Ainda segundo Munhoz, o mercado de caminhões vem passando pelos anos de pandemia com quantidades expressivas de vendas. “Em 2021, a Scania teve um volume consistente e ganhou quatro pontos percentuais de participação. “E, neste momento, continuamos enfrentando, junto com toda a indústria automobilística, a instabilidade global da cadeia de fornecedores, especialmente falta de semicondutores, e produzindo e entregando o máximo possível de caminhões. Um cenário que deve se normalizar em 2023”, revela.

O diretor de Vendas e Soluções também lembra que em 2022, o agronegócio vai continuar o principal comprador de caminhões pesados, embora haja desafios com a seca no Sul/Sudeste e chuvas excessivas no Nordeste (Bahia), que podem afetar o desempenho total da safra este ano.

De acordo com as novas projeções da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção total de grãos na safra 2021/2022 deverá chegar a 268,2 milhões de toneladas. “O governo federal prevê mais R$ 165,5 bilhões em investimentos em infraestrutura para rodovias, portos e ferrovias. A ABiogás (Associação Brasileira do Biogás) está animada com o crescimento da cadeia de biogás e biometano neste e nos próximos anos. Projeções falam da atração de investimentos privados de R$ 300 milhões para 16 projetos com potência total de 29 MW. Por outro lado, há um pessimismo com o PIB que deverá crescer apenas 0,5%”, conta Munhoz. No mercado fora de estrada, é esperado mais um ano forte na mineração, cana, construção-civil e madeira. Em 2021, o volume Scania chegou a 1.007 unidades vendidas.

Outros segmentos aquecidos serão e-commerce e cargas refrigeradas. Por outro lado – prossegue Munhoz –, continuam com metas ousadas nos caminhões a gás. “Já vendemos mais de 600 unidades. O interesse cresce a cada dia.”

Sobre os caminhões elétricos, Munhoz diz que, certamente, estão nos planos da empresa, e o Brasil está no mapa. “O que está sendo uma questão a ser resolvida é a vida útil e a robustez das baterias em ambientes mais quentes, como no Nordeste brasileiro. Com certeza, em dois anos, mais ou menos, deveremos ter a liberação dos caminhões elétricos de médio porte. Os de maior porte devem demorar ainda um pouco mais”, avisa o diretor de Vendas.

Por outro lado, a Nova Geração de caminhões continua um sucesso absoluto com até 20% de economia de combustível sobre a gama anterior – as famosas Séries P, G e R –, e fortalecida pelo lançamento do Acelerador Inteligente, em 2021. “Já superamos as 40 mil unidades vendidas”, celebra Munhoz.

Nos ônibus, que continuam tendo o mais forte impacto negativo gerado pela pandemia, para 2022 há leve otimismo. De acordo com a Anfavea, a previsão é de alta próxima a 20% em comparação a 2021. “As empresas ainda levarão um bom tempo para se recuperar. A retomada gradual de compras continuará ao longo do ano. Por outro lado, o mercado rodoviário continua seu processo de disrupção com novas formas de vendas de passagens, aplicativos e digitalização”, comenta Celso Mendonça, gerente de Vendas de Soluções de Mobilidade e Potência da Scania no Brasil. “Estamos animados com a chegada, em breve, da linha de chassis Euro 6, ainda mais econômica e que trará soluções para oferecer um custo total de operação imbatível. Os Serviços Financeiros da Scania, Banco e Consórcio, continuarão dando todo o apoio de crédito ao cliente.”

Cab interior, steering wheel and dashboard, wood Photo: Scania 2016

Em Serviços, o diretor Marcelo Montanha acredita em novo ano recorde com crescimento de 29% nas vendas dos programas de manutenção Scania (PMS) e de 27% no portfólio (carteira de planos ativos). “Para 2022, as duas principais metas serão superar o exercício passado, o melhor ano da história de Serviços em muitos indicadores, garantindo ainda mais disponibilidade e atendimento rápido nas Casas Scania, e de preparar a rede para a chegada da linha P8, ou Euro 6. Teremos novidades para seguir somando valor ao cliente e na fidelização da carteira”, revela. E acrescenta: “Pretendemos também chegar a 70 mil veículos conectados (alta superior a 30%), inaugurar 15 pontos de atendimento, continuar a padronização e digitalização da rede, subir a participação de planos de manutenção nos veículos novos de 55% para 65%, sendo 70% deste total de programas flexíveis. Vamos suportar a rede para estar ainda mais ao lado dos clientes.”

Marcelo avalia que 2021 trouxe mais maturação das modalidades de serviços. “O período de pandemia levou os clientes a refletir qual o tipo de gestão querem para obter máxima disponibilidade da frota. Nossas soluções têm sido muito bem aceitas, especialmente pelo lançamento do Programa de Manutenção Scania Premium Flexível Uptime, em julho. Via Control Tower, união de conectividade e inteligência de gestão, foi possível aumentar em até 30% o tempo de veículos disponíveis para o transporte. Atraímos e fidelizamos mais clientes para nossas oficinas.”

Já na área de motores industriais, marítimos e para geração de energia as perspectivas 2022 são de pequena alta nas vendas, manter a carteira forte e a liderança nos segmentos de atuação. “Acreditamos num mercado de geração de energia nos mesmos níveis do ano passado. Após a crise hídrica de 2021, ao término deste primeiro trimestre teremos uma visão consolidada dos volumes pluviométricos e respectivos impactos nos reservatórios, porém a estabilidade energética dependerá das usinas termoelétricas associada à busca por combustíveis alternativos. A Scania se prepara para este cenário oferecendo, além da linha a diesel, o portfólio a biogás e gás natural”, explica Celso Mendonça.

“Na área industrial a projeção será de leve tendência de alta, principalmente no ramo agrícola. Graças ao avanço da vacinação da Covid-19, os transportes marítimos de pessoas e cargas estão voltando gradativamente. Dessa forma, cremos no retorno do segmento de linhas de trabalho ao mesmo patamar pré-pandêmico. Outro destaque está na percepção crescente, principalmente das usinas termoelétricas, pelas soluções completas Scania, da preocupação com o motor durante todo o ciclo de utilização, por meio das peças genuínas e/ou serviços especializados das concessionárias”, conclui Mendonça.

Em 2021, a Scania conquistou a liderança nos mercados de atuação. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), a empresa obteve 60% de participação nos motores para geração de energia e de 86% na linha industrial. Foram vendidas 2.088 unidades, contra as 1.830 de 2020. Do volume, a maior parte foi para grupos geradores de energia, seguido de industriais e marítimos.

 

Euro 6 no Brasil

O ano de 2022 marcará a apresentação dos veículos com tecnologia para atender aos requisitos da fase P8 do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve), ou Euro 6, que entrará em vigor em 1.º de janeiro de 2023. A Scania se prepara há bastante tempo nas adaptações na fábrica e acelera os processos de homologações de produtos.

“Com a introdução da gama P8, teremos novidades de soluções de produtos e serviços para continuarmos a oferecer a maior rentabilidade por meio do menor custo total da operação (via grande redução de consumo de combustível e de gastos de manutenção), além de superior disponibilidade e, consequentemente, proporcionando o aumento do faturamento do cliente”, comenta o diretor de Vendas de Soluções da Scania no Brasil.

 

Morada Logística

A Scania e a Morada Logística entram para a história ao comunicar a primeira venda de caminhões movidos a GNL (gás natural liquefeito) do Brasil. A Morada é uma operadora logística com 60 anos de atuação, ampla experiência em transporte de cargas dedicadas e focada em ter uma frota mais sustentável. Foram cinco unidades compradas da Scania com programação de entrega ao longo de 2022. O início das atividades será já a partir deste mês de fevereiro numa rota dedicada no interior de São Paulo. A Morada comprova ainda mais sua vocação para a sustentabilidade com a aquisição de outros 25 caminhões Scania para abastecer com gás (natural e/ou biometano).

“Demos mais um passo histórico, desta vez com a Morada Logística. A Scania assumiu com muita responsabilidade o desafio de liderar a transição para um sistema de transporte mais sustentável. A primeira venda de caminhões movidos a GNL mostra o amadurecimento da Morada na preocupação com a sustentabilidade e a visão de futuro, baseada em viabilidade de dados concretos, escolhendo uma solução que trará muitos benefícios para sua operação”, afirma Munhoz, diretor de Vendas de Soluções da Scania no Brasil.

​​”Com mais de 500 equipamentos próprios e 60 milhões de quilômetros rodados por ano, entendemos a nossa responsabilidade e queremos contribuir com a sustentabilidade do transporte rodoviário de cargas. Investir em veículos menos poluentes está entre as nossas apostas de negócio”, explica André Leopoldo, CEO da Morada Logística.

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​​Leopoldo, CEO da Morada Logística: “Com mais de 500 equipamentos próprios e 60 milhões de quilômetros rodados por ano, entendemos a nossa responsabilidade e queremos contribuir com a sustentabilidade do transporte rodoviário de cargas”

No início de 2019, a Morada foi a primeira empresa a testar os caminhões Scania movidos a gás. De lá para cá, foram mais de 400 mil km rodados entre o interior de São Paulo e Santos, que ajudaram a validar os equipamentos, que hoje fazem parte da frota da companhia. O  modelo escolhido para compor a nova frota de 30 unidades é o R 410 6×2, com carreta três eixos espaçados. Além dos equipamentos movidos a gás, a empresa também investiu recentemente na aquisição de caminhões elétricos, que hoje atuam em Campinas nas operações de carga fracionada.

“Operar com equipamentos que utilizam combustíveis alternativos faz parte da estratégia da empresa em oferecer soluções mais completas aos nossos clientes. Atendemos grandes embarcadores, cuja preocupação com políticas ESG (Environmental, Social and Governance) tem aumentado nos últimos anos. Dividir essa responsabilidade é parte importante de nossa parceria”, aponta o CEO.

Os pioneiros caminhões pesados Scania movidos a gás (natural e/ou biometano) são vocacionados para médias e longas distâncias. Seus motores Ciclo Otto (o mesmo conceito dos automóveis) são movidos 100% a gás natural e/ou biometano, ou mistura de ambos. Os motores não são convertidos do diesel para o gás, têm garantia de fábrica, tecnologia confiável e desempenho consistente e força semelhante ao diesel. Além de serem mais silenciosos. As potências são: 280, 340 ou 410 cavalos.

A segurança é total em caso de acidentes ou explosão. Os cilindros e válvulas são certificados pelo Inmetro (em conformidade com a lei). São três válvulas (vazão, pressão e temperatura) que liberam o gás em caso de anomalia em um destes três quesitos. Os cilindros são extremamente robustos (o material é de ogivas de mísseis). Em caso de incêndio ou batida o gás é liberado para a atmosfera e se dissolve sem perigo de explosão ao contrário de um veículo similar abastecido a diesel que é mais perigoso, pois o líquido fica no chão ou em cima do caminhão.

Na sustentabilidade, a Scania tem um planejamento fundamentado nos pilares da eficiência energética, transporte inteligente e seguro e combustíveis alternativos e eletrificação. Além da conectividade que torna a gestão do cliente mais completa, com frotas eficientes e reduzindo custos e emissões de poluentes.

MORADA GNL

2021: Apesar da pandemia, mercado manteve volumes expressivos

De acordo com a Anfavea, o mercado total de caminhões vendeu 128.700 unidades, alta de 43,5% sobre as 89.700 unidades de 2020. Nos pesados, foram 66.144 modelos ante os 44.293 de 2020, acréscimo de 49,3%. Já a Scania, na categoria dos pesados, emplacou 15.702 unidades, crescimento de 80,7% – quase o dobro das 8.690 de 2020. Houve aumento de quatro pontos percentuais na participação (de 19,6% para 23,6%). Com o volume, a fabricante superou as 40 mil unidades vendidas da Nova Geração.   

No ranking 2021 da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) e do Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam) dos 10 mais emplacados figuram três caminhões Scania. O R 450 vem crescendo ano a ano na missão de substituir o R 440, o mais vendido da história da marca. Em 2021, reassumiu a vice-liderança nos pesados com 6.772 unidades emplacadas – quase o dobro das 3.576 de 2020 – e 10% de participação, seu melhor desempenho desde a chegada em 2019, e desbancou o principal concorrente na mesma faixa de potência. Foi o segundo caminhão mais vendido da indústria. Chama a atenção dos clientes a sua versatilidade em operações diversas e a economia num imbatível custo total de operação.

Já o R 540, vem subindo no ranking de forma madura. Em 2020, havia vendido perto de 1 mil unidades. Mas em 2021, devido a melhorias na versão 6×4, triplicou seus emplacamentos com 3.501 modelos. “Ouvimos os clientes, especialmente do agro, e colocamos em prática seus pedidos. A evolução já mostrou os resultados”, destaca Munhoz. O terceiro Scania da lista é o R 500 (1.898 unidades), que se mantém entre os 10 mais desde a sua chegada em 2019.

 

Acelerador Inteligente

O ano de 2021 também marcou a chegada do Acelerador Inteligente, ou controle de aceleração, disponível para os modelos da Nova Geração, inclusive fora de estrada. Seu funcionamento está ligado a uma análise do peso do veículo, da posição do pedal de aceleração e deslocamento do modelo, para evitar acelerações bruscas e desperdício de combustível. Dessa forma, o veículo é conduzido de forma mais confortável e econômica preservando outros componentes do trem de força e os freios.

O sistema trabalha de forma automática e desativa quando o motorista pressiona o acelerador até o fundo (posição do Kickdown), entendendo que o condutor precisa de toda a capacidade de aceleração. Ao soltar o pedal, o sistema volta a controlar a aceleração. Numa viagem com alta frequência de alternâncias de velocidade, tráfego intenso e em veículos não totalmente carregados ou vazios, o acelerador inteligente contribui para maior economia de combustível. Quanto mais variações na rota maior será sua atuação automática.

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