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Tendências 9 de junho de 2020

Torre de Controle bem estruturada garante visibilidade e proatividade nas operações

A ferramenta oferece transparência, otimização de custos, agilidade e sincronização de dados, possibilitando criar padrões e monitorar desvios, levando as empresas a atuarem de forma preventiva e ágil. Tudo isto só foi possível devido à evolução tecnológica.

Graças principalmente à evolução tecnológica, o conceito de Torre de Controle está se tornando cada vez mais utilizado na gestão da cadeia de abastecimento. Conforme explica Paulo Roberto Bertaglia, diretor executivo da Berthas, advisor em Supply Chain Management, a Torre de Controle pode ter significados distintos para diferentes pessoas ou empresas.
“A Torre de Controle é um hub, um ponto focal que oferece visibilidade, tomada de decisão e ação, com base em diferentes análises em tempo real. Ela oferece visibilidade, transparência, otimização de custos, agilidade, sincronização e funcionalidades que apoiam a vantagem competitiva e permitem à empresa se concentrar nos aspectos vitais do seu negócio”, expõe.
Especificamente, a Torre de Controle é uma central de integração e inteligência logística que visa aumentar a eficiência da cadeia. “É uma ferramenta que proporciona visibilidade mais detalhada do andamento e monitoramento das coletas e entregas de mercadorias durante as rotas efetuadas pelo transporte”, complementa Anderson Benetti, head de logística da Senior Sistemas, empresa que oferece uma plataforma de soluções especializada em logística nas áreas de armazenagem e transporte.
Através da torre, é possível encaminhar as demandas para os motoristas, controlar o tempo das atividades, acompanhar em tempo real as entregas e comprovantes, visualizar indicadores da operação, bem como enviar e receber notificações para a tomada de decisões.
Além de disponibilizar informações em tempo real, a Torre de Controle diminui o tempo na resolução de não conformidades, devido à velocidade da identificação da ocorrência, complementa Victor Henrique Mariano Menezes, consultor em logística da TigerLog Consultoria e Treinamento em Logística.
De acordo com ele, a Torre de Controle também proporciona processos pré-definidos para as resoluções de não conformidades, evitando ao máximo falhas oriundas de julgamento humano. Seus sistemas de alertas inteligentes diminuem a necessidade de intervenção humana, que pode acarretar possíveis falhas. Além disso, gera informações para os diferentes “níveis” de decisão de uma empresa: estratégico, tático e operacional.

Quando instalar
Sobre quando uma empresa deve instalar uma Torre de Controle, quem explica é Mauricio Fabri de Oliveira, sócio-fundador da RunTec Informática, companhia que oferece a suíte HODIE, ferramenta de monitoramento e visibilidade logística que cobre todos os processos, desde o pedido até a logística reversa. “A empresa deve buscar este tipo de projeto quando quiser apresentar ao mercado uma postura mais proativa. Uma gestão operacional comum (sem torre) normalmente é orientada a resolver os problemas na medida em que eles vão aparecendo. Já a Torre de Controle possibilita criar padrões e monitorar os desvios, permitindo uma atuação preventiva e mais ágil.”
De fato, como acrescenta Bertaglia, da Berthas, toda empresa que busca um espaço no mercado e encara seriamente a experiência com o cliente, oferecendo níveis de serviços adequados, apresenta potencial oportunidade para avaliar a implementação de uma Torre de Controle. “Importante entender que não se trata apenas de tecnologia, mas, sim, de um conjunto de processos e, principalmente, indicadores que regem os negócios. A tecnologia adequada é o viabilizador de sua implementação.”
Cada negócio tem suas particularidades, observa Benetti, da Senior, porém, a Torre de Controle cabe perfeitamente em qualquer operação logística que faça coletas e entregas de mercadorias, já que o conceito é bem abrangente e independe do que se transporta. “Se a empresa deseja melhorar a eficiência logística, ter mais controle operacional e estratégico, além de custos reduzidos, faz todo o sentido o investimento”, salienta.
Por sua vez, Menezes, da TigerLog, resume que o principal objetivo de uma Torre de Controle é melhorar a visibilidade em cadeias de abastecimento complexas. “Cada dia mais os clientes demandam por informações e prazos menores para ações e respostas. Caso a empresa se identifique com estas necessidades, ela precisa de uma Torre de Controle.”

Por onde começar?
Para Bertaglia, da Berthas, a forma de começar depende das estratégias da empresa e das oportunidades que se apresentam. Segundo ele, muitas podem buscar o projeto para suportar os níveis de serviços com os clientes através da monitoração de transportes e estoques. Outras buscam sincronizar a demanda com as áreas de planejamento, integrando as diversas funções da organização, incluindo compras, manufatura e distribuição. “A habilidade em entender por onde começar pode trazer benefícios de curto prazo. O importante é buscar uma plataforma escalável que permita expandir o projeto para outras áreas, como um ‘lego’. Mas para isso há de se planejar os passos e os caminhos a serem percorridos”, orienta.
Realmente, não existe uma receita de bolo, como frisa Oliveira, da RunTec. Existem, sim, conceitos e métodos que devem ser aplicados para analisar e detalhar cada projeto como único. “Por exemplo: os pontos mais sensíveis de uma indústria farmacêutica são diferentes daqueles vividos por uma indústria de commodities. Sendo assim, o mapeamento do projeto vai nos dizer por onde devemos começar em cada cliente novo que trabalhamos.”
Ainda de acordo com ele, a implementação deste tipo de projeto requer, também, muita vivência e experiência do fornecedor e de sua equipe. “Aqui, não basta a ferramenta: é preciso bagagem, para que se possa conduzir o cliente no sentido de extrair dele as oportunidades e, com isso, construir um projeto de Torre de Controle vencedor”, expõe.
Menezes, da TigerLog, diz que a Torre de Controle precisa nascer na espinha dorsal da empresa, ou seja, na operação. “Ela deve estar presente desde a origem do processo, do planejamento da operação, passando por acompanhamento da coleta, programação de embarque e finalização da entrega, gerando respostas rápidas a qualquer não conformidade.
Como é considerada uma ferramenta de simples implementação, em menos de uma semana já é possível seu uso por um grupo menor de veículos e motoristas, acrescenta Benetti, da Senior. “O ideal é iniciar a implementação em uma unidade da empresa e depois replicar para as demais”, dá a dica.

Benefícios
O maior benefício da Torre de Controle, na opinião de Oliveira, da RunTec, está na visibilidade e na proatividade. “Se for bem estruturada, ela manterá a empresa com informações à vista de todos, além de contribuir para um ambiente colaborativo, no qual todos os stakeholders estarão envolvidos com a operação.”
Na lista de benefícios de Benetti, da Senior, estão: melhor execução das operações de distribuição; redução de reentregas e devoluções por atuação mais proativa em problemas durante a rota; diminuição do retrabalho no lançamento das ocorrências e comprovantes; e maior agilidade e segurança na comprovação de entregas.
Por sua vez, Menezes, da TigerLog, cita: otimização dos recursos operacionais; visão ampliada da operação; gerenciamento por KPIs; controle em tempo real das variáveis-chave e rápida tomada de decisão.
Realmente, segundo Bertaglia, da Berthas, a Torre de Controle é um elemento substancial nas tomadas de decisões, tanto estratégicas quanto táticas. “A flutuação da demanda pode ser percebida rapidamente e o apoio as áreas de planejamento é fundamental. Os benefícios se estendem ainda aos colaboradores, tanto fornecedores como clientes. As comunicações de faltas ou pendências de estoques podem fluir rapidamente, permitindo reações imediatas na cadeia de valor”, expõe.

Mudanças necessárias
Como qualquer implementação tecnológica, os processos precisam estar azeitados, os indicadores definidos e as pessoas preparadas. Não dá para colocar a tecnologia e sair operando, avisa Bertaglia, da Berthas. “É um bom momento para avaliar se há oportunidades na transformação e inovação dos processos. Os indicadores de desempenho precisam ser tangíveis e em número adequado para administrar efetivamente a cadeia. Poucos e bons indicadores funcionam melhor que uma quantidade enorme que não demonstra o que realmente está ocorrendo”, expõe.
Oliveira, da RunTec, lembra que para se extrair o melhor da Torre de Controle, é preciso contar com recursos de sistemas (ferramentas, interfaces) muito bem integradas e com o máximo de automatizações possível. De acordo com ele, a parte visual da Torre de Controle (com videowall e toda a área gráfica) é só a ponta do “iceberg”. “O mecanismo sistêmico que precisa ser implementado para manter os dados atualizados é a parte mais importante. É preciso um projeto de software extremamente robusto e bem implementado, caso contrário, a Torre de Controle trará dados desatualizados e perderá o sentido”, avisa.
Na opinião de Menezes, da TigerLog, para habilitar uma Torre de Controle, é necessária uma mudança cultural na empresa, tendo em vista que o sucesso se apoia sobre três pilares: pessoas, processos e tecnologia.
Conforme explica, os colaboradores devem estar alinhados com os valores da empresa, ser capacitados, ter perfil analítico e atitudes para qualidade, trabalho em equipe e organização, além disso, devem se sentir como parte fundamental para o sucesso da organização.
Com relação aos processos, Menezes diz que eles devem ser muito bem definidos, de fácil compreensão, especificando tarefa e atividade de cada função presente na Torre de Controle. As responsabilidades devem ser padronizadas e frequentemente revisadas e atualizadas, com foco na melhoria contínua.
Em se tratando de tecnologia, o consultor em logística da TigerLog orienta tomar muito cuidado durante a escolha da solução, evitando a necessidade de customizações futuras. “O software deve possibilitar o máximo possível de automatizações dentro do processo, disponibilizar informações em tempo real, bem como permitir uma visão geral de toda a rede.”
Acima dos concorrentes
Com a grande variedade de segmentos de produtos e nichos disponíveis no mercado atualmente, as marcas precisam encontrar formas de se destacar em meio às suas concorrentes. A boa experiência oferecida aos consumidores é hoje um dos fatores essenciais para fidelizar clientes e consolidar a imagem positiva das marcas, conta Benetti, da Senior.
O transporte é quem conecta a cadeia e faz o produto chegar no cliente. Ou seja, é a última etapa antes do contato entre consumidor e marca. Assim, qualquer falha na entrega pode gerar insatisfação e quebrar todo um ciclo positivo construído até então. “Há uma grande tendência para tecnologias inteligentes que auxiliem no monitoramento desse processo. A Torre de Controle é uma delas e pode ajudar na otimização logística e proporcionar melhores resultados. Para uma empresa que busca crescer no mercado logístico, ter essa ferramenta será um diferencial diante daquelas que não possuem”, salienta o entrevistado.
Oliveira, da RunTec, também acredita que as empresas que forem adotando a gestão por Torre de Controle começarão a se diferenciar, a medida em que forem alcançando benefícios. “Isto acontecendo, o mercado naturalmente forçará a expansão para as empresas que não quiserem ficar para trás.”
Realmente, para Menezes, da TigerLog, a empresa que não tiver uma Torre de Controle terá sua sobrevivência ameaçada, afinal, cada vez mais aumenta a necessidade de se ter informações em tempo real.
Nesta questão, Bertaglia, da Berthas, toca num ponto interessante: o importante não é o nome “Torre de Controle” mas, efetivamente, como usar a tecnologia para alcançar os benefícios e obter as funcionalidades que trazem a vantagem competitiva, seja no relacionamento com o cliente, na otimização de custos, na melhor visibilidade e transparência ou no melhor uso dos recursos. “Tem muita empresa que já utiliza tais funcionalidades e não usam esse nome. As características que compõem uma Torre de Controle são, sim, uma tendência para o Supply Chain, independentemente do nome.”

Na prática: PepsiCo
Uma das maiores empresas de alimentos e bebidas do mundo, a PepsiCo tem em sua operação no Brasil uma Torre de Controle que contempla quatro macro processos: Planejamento, Execução, Controle & Performance e Produtividade. Esses processos são subdivididos em 16, dos quais 8 são realizados diariamente, abrangendo desde a captura das necessidades de vendas e transferências, passando por programação, contratação e monitoramento das viagens até a entrega final ao destino, seja um cliente ou um Centro de Distribuição. Quem explica são os profissionais da companhia no país: Claudio Rosa, head de Transportes, e Eduardo Loiola, líder Control Tower.
“Com a Torre de Controle, visamos buscar integração de toda a cadeia de valor da PepsiCo, sincronizando as necessidades de transportes de matéria-prima com as de produto acabado e as viagens que devemos realizar em todo o território nacional”, contam.
A visão da marca é compartilhar informação próxima ao tempo real da situação de cada movimentação de insumos, produtos e veículos com clientes e fornecedores, sejam eles internos ou externos. Com a Torre de Controle, a empresa busca dar visibilidade para a cadeia se ajustar, considerando alterações pontuais de prioridades e antecipando possíveis impactos para o cliente.
O time da PepsiCo que gerencia os processos desempenhados na Torre de Controle mede indicadores de custo, serviço e produtividade, sendo em esfera operacional, tática e estratégica. Os principais indicadores são: Custo: total de custo de frete x total vendido; total de custo de frete x total tons vendidas; Serviço: on time delivery, aderência na coleta, aderência na saída, ocupação, % de modal de frete. A integração com S&OP é para custear a malha de atendimento apresentada e trazer cenários alternativos que maximizem a rentabilidade da empresa.
“Por meio dos indicadores operacionais, conseguimos medir o nível de serviço de todos os nossos parceiros de negócio, dos nossos Centros de Distribuição e até mesmo o tempo e o custo de espera em clientes”, explicam Claudio e Loiola.
As atividade da Torre de Controle são realizadas por colaboradores próprios ou terceiros que não realizam atividades em outras partes do serviço logístico da PepsiCo. Os processos que acessam regularmente as informações da Torre de Controle são: Customer Service, Ditribution Requirement Planning, Materials Requirement Planning, Manufacturing e Warehousing (Raw Material and Finished Goods). E há um projeto para expandir/compartilhar esses informações com clientes e fornecedores externos.
De acordo com Claudio e Loiola, a Torre de Controle gerencia uma visão E2E do planejamento de transportes da PepsiCo, trabalhando com áreas de interface e clientes para garantir o serviço acordado, dentro do plano orçamentário. “Temos um controle de risco das principais atividades da nossa Torre de Controle e fazemos o gerenciamento e contratação por meio de um sistema de gerenciamento de transportes (TMS)”, contam.
Questionados se as Torres de Controle são capazes de integrar dados de tráfego para permitir tempos de chegada de entrega mais precisos, os profissionais responderam que atualmente a PepsiCo não tem essa funcionalidade, mas o requerimento é parte de um projeto iniciado em fevereiro/2020, com data para ser finalizado em setembro/2020.
“Atualmente, estamos utilizando a Torre de Controle para as atividades de curto prazo, entretanto, no projeto citado anteriormente, estamos gerando funções analíticas dos dados de transportes para serem inputs ao processo de BID de transporte, para a programação e a definição da quantidade de veículos para alocar a operação – por exemplo, vamos conseguir mapear as lojas que teremos mais ou menos dificuldades nas entregas e, assim, definir a quantidade de entregas que um veículo poderá realizar durante a sua jornada – e também para identificação de oportunidades de maximização dos resultados da companhia”, detalham Claudio e Loiola.
Em relação aos desafios enfrentados, eles explicam que, na área de tecnologia, o principal é a falta de integração do ERP com sistemas legados. A empresa trabalha com TMS da JDA, Infolog para monitoramento de cargas de transferência e B2C para gerenciamento das entregas de vendas, ocorrências nas entregas e logística reversa. Em termos de processo, há dificuldade em conseguir trabalhar com toda a cadeia dentro das características de cada negócio. Já quando se fala de pessoas, há problemas em obter profissionais com perfil analítico, que ajam rapidamente para tomada de decisão e que tenham viés de gestão de informação e tecnologia.

Na prática: Saint-Gobain
A Saint-Gobain também utiliza a Torre de Controle para otimizar a logística com ações aplicadas ao sistema de transporte. A empresa, que projeta, fabrica e distribui materiais e soluções para construção sustentável, tem o Brasil como um dos cinco mercados mundiais mais importantes.
Entre as principais capacidades que a marca busca ganhar com a Torre de Controle, Fabricio Saraiva Moreira, diretor de Programas World Class, cita: ocupar o caminhão em sua totalidade, obter sinergia com outros negócios no que se refere ao transporte de mercadorias e montar circuitos e estudo sobre o uso de outros modais. “A torre fornece informações substanciais sobre tempo improdutivo, capacidade dos veículos, incidentes e erros, custos operacionais, percurso da frota e jornadas de trabalhos”, conta.
O principal papel da Torre de Controle é apoiar no planejamento da transferência e distribuição de produtos aos clientes, identificando as melhores estratégias que podem proporcionar resultados significativos às diferentes marcas. “Isso contribui para que tenhamos melhores resultados na entrega para o cliente”, ressalta Moreira.
As Torres de Controle são capazes de integrar dados de tráfego para permitir tempos de chegada de entrega mais precisos por meio da rastreabilidade, controle e gerenciamento dos fretes. “Estas atividades ainda estão em fase inicial, pois a torre de controle hoje dedica a maior parte do seu tempo desenvolvendo novos projetos e iniciativas que visam alavancar o resultado das empresas”, explica.
Atualmente não há integração com S&OP, pois este processo é coordenado por cada negócio. O principal indicador de desempenho está vinculado à contribuição financeira que os projetos estão trazendo.
A Saint-Gobain tem vários projetos utilizando análise de dados mais robusta através do software LLamasoft SC Guru. Segundo Moreira, isto tem possibilitado ir além de decisões pautadas somente na experiência dos profissionais e no histórico, pois as análises ajudam a criar cenários de estudo para a melhor tomada de decisão.
Sobre redução do risco nas atividades operacionais em logística e Supply Chain, Moreira conta que a implantação do Vale Pedágio teve apoio estratégico e operacional liderado pela Torre de Controle, com o objetivo de entender os impactos para o negócio, as rotinas operacionais, os riscos e traçar um plano estratégico de atendimento. A coordenação das ações de cabotagem do Grupo também foi eficiente para essas reduções, segundo o diretor de Programas World Class.
Falando em processos colaborativos e o papel da Torre de Controle nesse sistema, Moreira diz que a empresa iniciou um primeiro projeto com uma empresa do ramo de alimentos fora do Grupo Saint-Gobain, buscando uma relação em que todos ganham. “Essa empresa e o parceiro de transportes criaram uma round-trip e tem funcionado muito bem na busca da expansão de outras operações. A ideia é estar sempre abertos para novas ideias, parceiros de nosso ecossistema ou não.”
Além da Torre de Controle, a Saint-Gobain adotou, na área de logística, tecnologias de rastreabilidade de veículos, blockchain para controle e gerenciamento de fretes e software para modelagem de Supply Chain. A empresa busca também alternativas em tecnologias e novas formas de contratação de transportes. Um exemplo são as parcerias com startups, que aplicam tecnologias IoT (Internet das Coisas) e BIM (Modelagem da Informação da Construção), com o objetivo de automatizar a coleta de dados, estimar melhor os custos, prazos de obras e entregas, além de melhorar a entrega ao cliente final.
A Saint-Gobain conta também com um sistema de rastreamento dos caminhões e deve seguir até o final deste ano com implantação de um TMS. “O maior desafio é sempre a base de dados, que precisa ser robusta e confiável para que possamos gerar valor através dos projetos desenvolvidos”, revela Moreira.
Outros desafios enfrentados pela empresa referem-se à infraestrutura do país. “A baixa disponibilidade de malha ferroviária, assim como serviço de cabotagem, que tem pouca oferta, é um deles. Outro tem a ver com a complexidade fiscal, como é o caso do ICMS, imposto que tem particularidades específicas de um estado para outro. Temos ainda os custos logísticos, que, de forma geral, são altos, assim como a falta de piso mínimo para fretes”, finaliza.

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